Na indústria farmacêutica, um resultado analítico sustenta decisões sobre identidade, pureza, teor, impurezas, estabilidade e liberação de lotes. Por isso, o controle de qualidade farmacêutico precisa demonstrar que cada procedimento é adequado ao uso pretendido e produz dados consistentes.

Padrões analíticos e materiais de referência não são apenas itens de bancada: eles formam parte da evidência metrológica da calibração, da validação do método e da rotina de controle.

O que torna um procedimento analítico confiável?

A diretriz internacional ICH Q2(R2) orienta que a validação demonstre a adequação do procedimento ao propósito pretendido. Entre os atributos que podem ser avaliados estão especificidade, exatidão, precisão, faixa, linearidade, limite de detecção e limite de quantificação, conforme a finalidade.

A abordagem deve ser baseada em ciência e risco. Um ensaio de teor, uma determinação de impureza e um teste de identificação não exigem exatamente a mesma combinação de estudos.

Padrão primário, padrão de trabalho e MRC

  • Padrão primário: referência de alta ordem, utilizada conforme compêndio, regulamento ou procedimento estabelecido.
  • Padrão de trabalho: material qualificado contra uma referência apropriada para uso rotineiro.
  • Material de referência certificado: acompanhado por certificado com valor, incerteza e rastreabilidade declarados para propriedades especificadas.
  • Padrão de impureza: empregado na identificação ou quantificação de impurezas, produtos de degradação e substâncias relacionadas.

O tipo correto depende do método. Em cromatografia, pureza, forma química, teor de água, solventes residuais e fator de correção podem influenciar o cálculo. Em técnicas espectrométricas, matriz, concentração, estabilidade e compatibilidade química também precisam ser avaliadas.

Como os materiais de referência entram na validação

A ICH Q2(R2) destaca o uso de materiais adequadamente caracterizados durante a validação. Eles podem apoiar estudos de exatidão, especificidade, curva de calibração, limite de quantificação e robustez. O planejamento deve prever critérios de aceitação antes da execução e registrar preparo, lote, validade, armazenamento e rastreabilidade.

No Brasil, a RDC 166/2017 permanece uma referência central para validação de métodos analíticos. Em 2026, a Anvisa abriu consulta pública para revisão; portanto, laboratórios devem acompanhar a evolução regulatória sem tratar a proposta como regra final antes de sua conclusão.

Erros comuns que fragilizam o resultado

  • Usar um padrão sem considerar pureza, base de cálculo e forma química.
  • Preparar solução abaixo da faixa de estabilidade documentada.
  • Ignorar adsorção, fotodegradação, oxidação ou incompatibilidade com o diluente.
  • Reutilizar curva sem verificação independente da resposta do sistema.
  • Registrar apenas a concentração nominal, sem rastrear lote e certificado.
  • Confundir bom ajuste matemático com demonstração completa de desempenho.

Checklist para selecionar o padrão analítico

  1. Defina analito, impureza, forma química e finalidade do ensaio.
  2. Confirme pureza ou potência e as instruções de correção do certificado.
  3. Verifique rastreabilidade, incerteza e validade para a aplicação.
  4. Avalie quantidade, embalagem e frequência de abertura para reduzir degradação.
  5. Planeje armazenamento, tempo de equilíbrio e preparo de soluções.
  6. Documente a qualificação de padrões secundários ou de trabalho.

ISO 17025 e gestão da competência

Laboratórios que operam segundo a ISO/IEC 17025 devem controlar recursos, métodos, rastreabilidade e validade dos resultados. Quando um material é produzido como referência certificada, a competência do produtor é tratada pela ISO 17034.

Como a Quimigol pode apoiar sua rotina

A Quimigol auxilia na seleção de padrões analíticos, MRC e soluções de calibração considerando técnica, analito, concentração, matriz e documentação.

Conheça as soluções para controle de qualidade ou solicite uma cotação técnica com os requisitos do seu método.

Perguntas frequentes

Um padrão de trabalho pode substituir o padrão primário?

Pode ser usado na rotina quando adequadamente qualificado, com procedimento documentado, critérios de aceitação e rastreabilidade à referência apropriada.

Todo método precisa avaliar todos os parâmetros da validação?

Não. Os estudos devem ser escolhidos conforme o tipo de procedimento, o objetivo e o risco associado à decisão analítica.

O certificado basta para garantir o desempenho no laboratório?

Não. O certificado caracteriza o material; o laboratório ainda precisa controlar preparo, equipamento, sistema analítico e condições reais de uso.

VEJA TAMBÉM
blog-item

03fev

Informativos
Produtos para Shimadzu: padrões e consumíveis

Produtos compatíveis com equipamentos Shimadzu A Quimigol fornece padrões analíticos, materiais

blog-item

03fev

Informativos
Produtos para Spectro: padrões e consumíveis

Padrões e consumíveis compatíveis com equipamentos Spectro Equipamentos Spectro são utilizados

blog-item

03fev

Informativos
Padrões Inorganic Ventures: Calibração e MRC

A Quimigol é distribuidora da Inorganic Ventures no Brasil, oferecendo ao

blog-item

03fev

Informativos
Padrões Absolute Standards: Cromatografia e MRC

A Quimigol é distribuidora da Absolute Standards no Brasil e auxilia

blog-item

03fev

Informativos
Consumíveis para Laboratório: Como Escolher

Os consumíveis para laboratório participam diretamente do preparo da amostra, da

blog-item

03fev

Informativos
Produtos para Varian: padrões e consumíveis

Padrões e consumíveis compatíveis com equipamentos Varian Equipamentos Varian permanecem presentes